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Terça-feira , 23 de Maio de 2017

  • Gurupi EC
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Notícias - Gurupi Esporte Clube

ATACANTE PARÁ
Primeiro artilheiro do Tocantins
ATACANTE PARÁ

Antônio de Assis Pereira da Silva – o Pará, 47 anos de idade -  Esposa: Liliam Gonçalves de Oliveira - Filhos: José    Antônio (20 anos), Tainara (12 anos) e  Hugo César (15 anos)Hugo César joga futebol no     Sub-17 do Atlético Gurupiense, nova equipe da cidade. - Mãe: Jaci Pereira da Silva - Pai: Paraíba, que faleceu em 2001,vítima de atropelamento por uma moto, sofreu fratura nas duas pernas, mais tarde teve que amputá-las, vivendo o resto de sua vida numa cadeira de rodas.

Filho de um dos grandes zagueiros do futebol de Gurupi, na década de 50(o Paraíba), Antonio de Assis Pereira da Silva, o Pará, apesar de não ter visto seu pai jogar, pois era muito novo na época, confessa que seguiu os seus passos, até chegar a ser um jogador profissional. “O que eu ouvir falar de meu pai é que ele era um grande jogador de futebol, jogava de zagueiro, era firme, e às vezes quando precisava ele mostrava sua habilidade”. Pará diz, também, que seu pai não lhe passou nenhuma orientação e nem tão pouco o incentivou a jogar bola, apesar de gostar do futebol e de vê-lo jogar. “Ele nunca chegou a me explicar alguma coisa, o que eu sei eu consegui por mim mesmo, eu era muito fominha. Naquela época nós jogava bola quase o dia todo, assim eu fui seguindo até chegar aonde cheguei, na equipe profissional do Gurupi, time da cidade em que nasci e que acredito ter representado muito bem”.

O início

Pará começou brincando de futebol na década de 70, pelo Mutuquinha, ao lado de Keio, Antonio Mário (in memorian), e outros atletas, em seguida jogou nas equipes Pachel, América, Atlético, Cruzeirinho (Nogueira), quando chegou na categoria Junior passou a atuar pelo Londrina, depois foi para o Olaria, equipe do Messias,  time que atuou maior parte de sua vida como jogador de futebol. Em Porto Nacional, jogou pela Sucam, depois retornou para Gurupi para vestir a camisa do Esporte Clube Castelo, equipe em que foi artilheiro com 07 gols do 1º Campeonato Estadual (Amador) após a criação do Tocantins. No profissional, jogou 10 anos no Gurupi e conquistou os títulos de campeão em 1996 e 1997. “O surgimento do profissionalismo do futebol tocantinense foi muito importante, porque aqui tudo era muito difícil, eu tinha medo de sair, jogar fora, longe de meus pais, e quando surgiu, apesar de ter sido tarde para mim, porque eu me profissionalizei com 33 anos de idade, reconheço que foi o coroamento do meu trabalho”. Revelou o ex-jogador.

Lembranças.

“Apesar de que hoje o futebol possui uma melhor estrutura com campos gramados, bolas, chuteiras e tecnologia que auxilia o atleta a desempenhar o seu potencial, na minha época, jogar futebol era mais gostoso”. Confessa o ex-craque e diz, ainda, que em seu tempo se jogava futebol nos campos de terra (Campo do Cosmo, 180, Padeirão, Campo da Buchada), em Gurupi não tinha campos de futebol com grama.

Amigos

O Ex-craque fez muitas amizades durante a sua carreira no futebol, sempre teve um grupo forte de companheiros, e as brincadeiras faziam parte de seu dia-a-dia. “Eu não esqueço de uma passagem no Cruzeirinho; quando nós íamos viajar para jogar nas cidades vizinhas, muitas vezes de Kombi, todos os jogadores tinham que contribuir e, meu pai me passava o dinheiro, naquela época eu tinha o cabelo bem grande, o fomoso Black Power, sempre arrumado com garfos. Eu, pra economizar, enrolava o dinheiro bem enroladinho e enfiava dentro do cabelo, quando chegava para dar a minha parte, por ser bonzinho de bola, inventava uma desculpa, e o Nogueira terminava me deixando fora da contribuição”. Risos. Pará lembra, também, que ele e o seu amigo Pretinho, estavam sempre aprontando, os dois jogavam juntos na zaga, (posição que atuou no inicio da carreira), “Quando nossa equipe estava mais tranqüila no placar, dentro da área era bonezinho e outras coisas a mais com o adversário. O Pretinho cantava e eu dançava na área, era uma festa só. Muito gostoso!”. Lembrou.

Craques do Passado

“Na minha época eu gostava de ver em campo o Clério, um dos melhores volantes que vi jogar, um craque. No ataque tive o prazer de ver o jogador “Padeiro”, igual a ele não apareceu outro na posição, era um grande jogador”. Pará recorda que na época do Mutucão, equipe tradicional de Gurupi que fez história ao lado da Associação Esportiva Gurupi, comandada por Lindolfo Amaral e Helcias na década de 60/70, o futebol gurupiense se destacava com grandes jogadores, entre eles o goleiro Cigano, além dos zagueiros: Rubinho e Padeirinho dois baixinhos com uma impulsão que impressionava, além da firmeza e da forte marcação que exerciam sobre os atacantes dentro de campo.

O futebol atual


Pará continua assistindo os jogos do seu Gurupi. Quem quiser encontrar o ex-jogador basta ir ao Estádio Resendão. Ele costuma levar um banquinho de madeira e, ao lado de sua esposa, bem próximo ao alambrado, acompanha todos os passos do seu clube do coração.
Pra encerrar a matéria perguntei ao jogador símbolo do Gurupi Esporte Clube se tinha saudade do cabelo enrolado que servia, também, para guardar dinheiro. Ele foi categórico:
- Olha Núbio, recentemente vi uma foto minha, eu devia ter uns 13 anos de idade, e confesso a você que não sinto saudade não, porque era muito derrubado viu?
Nossa entrevista terminou em gargalhadas...

2012-04-16 22:35:44

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